Educação de qualidade
““Eu vi de perto, por quinze anos, o que uma escola pública bem cuidada faz com o destino de um jovem. Não é teoria. É a minha vida.””
O desafio
Minas tem escolas públicas excelentes — sou diretor de ensino licenciado de uma delas — e escolas em que falta o básico. Essa distância não é acaso: é resultado de decisões sobre orçamento, gestão e valorização de quem ensina. A boa notícia: o que funciona já foi inventado. Está funcionando agora, em escolas públicas mineiras. Falta transformar exceção em política pública.
O que vou defender na Assembleia
Valorização real dos profissionais da educação — piso salarial respeitado, plano de carreira que premie formação e permanência em sala, e programa permanente de saúde mental para educadores.
Expansão do ensino em tempo integral — com contrapartida de infraestrutura: laboratório, biblioteca e refeição de qualidade — tempo a mais na escola tem que ser vida a mais, não só hora a mais.
Conexão do ensino médio e técnico com as vocações econômicas de cada região — currículo pactuado com os arranjos produtivos locais, estágio garantido e professor da rede dialogando com a indústria e o campo.
Fiscalização do orçamento da educação — cada real previsto para a escola tem que chegar à escola. Emendas do mandato prioritariamente para infraestrutura escolar.
Internet de verdade e laboratórios de informática funcionando — em todas as escolas estaduais.
Projeto-bandeira
Toda Escola Pode Ser Nota Máxima
O IFMG Betim, onde sou diretor de ensino, aparece entre as melhores escolas da região metropolitana de BH no ENEM — escola pública, gratuita, com ~150 formados por ano. Isso não aconteceu por milagre: aconteceu por gestão pedagógica, metas claras e uma comunidade escolar engajada. Meu projeto é criar a rede estadual de mentoria entre escolas: diretores e professores das escolas de melhor desempenho acompanhando, por adesão e com bolsa de extensão, escolas da mesma região que queiram dar o salto — com metas públicas e autonomia para executar. O método que funciona, circulando. Sem reinventar a roda, sem consultoria cara: professor ensinando escola, escola ensinando escola.
Projeto complementar
Segunda Chance Profissional
Comecei minha carreira no CIPMOI, curso gratuito da UFMG que profissionaliza cerca de 300 trabalhadores por ano. Fui professor e coordenador dele. Quero levar esse modelo para o estado: escolas estaduais abertas à noite oferecendo cursos profissionalizantes gratuitos e rápidos para jovens e adultos que precisam de ofício e renda — usando estrutura que já existe e ficaria ociosa.